A banda espanhola We Ride se apresentou ontem a noite no Espaço Gólgota. Os grupos Clamore, Mustaphorius, Staycore e Thirsty Of Hate abriram a apresentação principal. Esse foi o 7° show do quarteto oriundo da cidade de Vigo, Galícia, em terras nacionais e apenas mais um dos inúmeros que ainda fará no Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru e Uruguai.
A banda Clamore foi a primeira a se apresentar e seu show começou com algumas horas de atraso pois o público demorou a chegar no local do evento. A qualidade do som disponível, como de costume, estava ótima e isso ajudou o grupo a oferecer aos presentes sua proposta musical que é muito técnica, diferente do que aconteceu em seu último show no bar Hangar. Se naquela ocasião sobrou público e faltou qualidade de som, nesse aconteceu o oposto. Mesmo assim, o quinteto não se abalou e tocou todas as músicas que foram ensaiadas para a noite. No fim do mesmo, o compositor e vocalista Lucas aproveitou a oportunidade e anunciou dois itens do merchandise que estão a venda: as cópias em CD de Monstro Insaciável e as camisas na cor preta.
Faixas01 Introdução
02 Redenção
03 Vírus
04 Recomeço
05 Monstro Insaciável
06 Nossas Próximas Vítimas
07 Assombro
08 Mera Criança
A banda Mustaphorius deu sequência ao evento depois que o quarteto se aqueceu bebendo algumas no bar cuja dona é uma simpática chinesa e que fica abaixo do apartamento do punk Andrei, baixista e fundador do grupo SOS Chaos. A polêmica banda subiu ao palco desfalcada. Arnold, vulgo Pelota, guitarrista da finada Sobreviventes Do Aborto, participou do casamento de um importante amigo e por isso não pode se locomover até a igreja protestante. As canções escolhidas para essa performance foram as de costume e na metade do show as primeiras pessoas começaram a girar seus braços e a dançar na pista. Thiago, vários apelidos (o mais recente Mãe Dinah do Hardcore), se identificou muito com as músicas Cuzido E Solitário e Beber Até Morrer e ajudou o vocalista Jhosefer, vulgo Jhow, que estava visivelmente cansado e com os efeitos da ressaca proporcionada pelo antes, durante e pós show da banda finlandesa Rattus. Esse com certeza não foi um dos melhores shows ainda mais que o baterista Darlan saiu lesionado com uma dor no músculo de seu braço direito. Mesmo assim, a Mustaphorius continua sua carreira ofendendo a família brasileira e já possui cerca de dois ou quatro shows confirmados para esse ano. Em uma das datas, os cariocas do Confronto terão a honra de dividi o palco com os musta fuckers e quem sabe divulgar seu novo álbum de estúdio: Imortal.
Faixas01 M Do Mundo
02 Bebidas E Mosh
03 Arte Marginal
04 Freedumb (Suicidal Tendencies)
05 Cuzido E Solitário
06 Cyco Vision (Suicidal Tendencies)
07 Sanguessuga
08 Beber Até Morrer (Ratos De Porão)
09 Virou Canhão
A banda Thirsty Of Hate começou a tocar exatamente as 20:40. Depois de cantar duas ou três músicas, o vocalista Ygor agradeceu ao português Rafael Madeira (New Winds) por intermediar e ser um dos responsáveis por vários shows com grupos internacionais (Billy The Kid, No Turning Back, Rotting Out, Strength Approach) que o coletivo CwBeatDown trouxe para Curitiba nos últimos meses. Uma de suas músicas foi interpretada por dois vocalistas extras e enquanto isso mais de 60 pessoas assistiam ao show. As danças foram frequentes, muitos giraram seus braços mas nenhuma pessoa saiu ferida. No fim da apresentação, o vocalista afirmou que não existe outra cena de hardcore na cidade (se não a que ele participa) e foi aplaudido por boa parte do público presente. Seu comentário é passível de discussão mas deve-se considerar que ele estava com a cabeça quente pois naquela altura do campeonato já era visível que o público presente não seria suficiente para cobrir os custos do evento. Mesmo com esse problema pode-se notar a união entre os que lá estavam e o quanto as músicas da Thirsty Of Hate fazem a diferença na vida daquelas pessoas e o significado que cada um carrega dentro de si.
Faixas
01 Introdução
02 Thirsty Of Hate
03 Porta 5
04 Lado B
05 Bolado
06 Não É Capaz
07 Mentre Criminal
Faixas
01 Introdução
02 Thirsty Of Hate
03 Porta 5
04 Lado B
05 Bolado
06 Não É Capaz
07 Mentre Criminal
A performance da Staycore começou logo em seguida e assim como a Thirsty Of Hate foi a que mais se encaixou com a do grupo espanhol. O vocalista disse que se não fosse pelo hardcore ele e seus colegas jamais conheceriam Curitiba. Trauma, uma de suas músicas disponibilizadas para audição gratuita em seu Band Camp, conta com a participação especial de Milton, compositor e vocalista do Bayside Kings. Sua proposta musical é limitado pela escola novaiorquina do hardcore, as letras são cantadas em português e a mensagem é direta e muito positiva. O público presente contribuiu com a constante dança e até algumas garotas se arriscaram na roda e saíram de lá ilesas. O momento de maior frenesi com quanto o quarteto interpretou Betrayer, canção original da banda californiana Terror.
Faixas
01 Desperta
02 Iluminando A Escuridão
03 Betrayer (Terror)
04 Meretriz
05 Lute Pela Sua Verdade
06 Seu Valor
07 Trauma
O show mais esperado da noite começou assim que o quarteto (Brais, Borja, Nuno e Victor) afinou seus instrumentos e a vocalista Mimi subiu ao palco. Sem nenhuma apresentação, a banda começou a tocar as primeiras notas de This Is How We Are. A resposta do público foi tímida e a maioria dos presentes estavam mais preocupados com o mosh do que participar do show e acompanhar o grupo. A escolha das músicas foi muito feliz pois elas foram retiradas de todos os trabalhos da We Ride: a demo lançada em 2009, o EP intitulado Directions (lançado um ano depois) e o mais recente registro, o primeiro álbum de estúdio On The Edge. A música Party Girls é uma música que pode ser interpretada de diversas maneiras pois critica o comportamento das garotas durante os shows de hardcore e punk rock. Os pedidos por parte da banda para que o público se aproximasse do palco foram inúmeros mas a questão é que nessa noite o pessoal não compareceu em peso. Mesmo assim, o quinteto ofereceu aos presentes uma performance energética do começo ao fim. We Ride é de fato uma banda muito boa, positiva e que escreve suas letras sem medo de dar a cara a tapa e por isso merece o respeito dos que acompanham desde o seu ano de fundação. Não é a toa que ela já possui mais de 10000 fãs espalhados pelo mundo e participa de uma turnê por vários países da América.
Faixas
01 This Is How We Are
02 Never Lowes Your Head
03 How We Fight
04 Guilty
05 Party Girls
06 Cruel Fight
07 On The Edge
08 Stay Gold
09 Expectations Died
10 WR Crew
11 My Life
Apesar do baixo público, o saldo final do evento foi positivo. O coletivo CwBeatDown mostrou mais uma vez a capacidade e cooperação mútua de seus membros para organizar um show de um grupo internacional e com a mesma qualidade de som para todos os artistas que participaram do evento. O valor cobrado pelo ingresso foi honesto, no limite que é pago para ver uma banda do porte da We Ride. Fica realmente difícil de entender porque as pessoas não compareceram em um show tão bacana como esses em se tratando da qualidade da banda, da sua mensagem e de como o show foi importante para os presentes. Essa foi mais uma noite de aprendizado para o hardcore curitibano.















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